Nesta quarta-feira, 14/04, a empresa com base em Pequim Bitmain publicou um plano de contingência para o USAF (user activated soft fork), que está agendado para o dia 01/08. O plano esclarece que caso o UASF seja levado adiante, um plano de proteção chamado UAHF (user activated hard fork) será executado.

De acordo com o anúncio, o UASF ou BIP 148 é uma tentativa perigosa de dividir a rede. A empresa acredita que o UASF terá consequências severas e refere-se ao bifurcamento como um “ataque” ou “varredura” sem um plano de emergência.

“O UASF apresenta o risco de eliminar a chain original. Sem um plano de contingência, toda atividade econômica que ocorrer na chain original após o bifurcamento UASF correrá o risco de ser eliminada. Isso representa consquências desastrosas para o ecossistema do Bitcoin”, explica a postagem no blog da Bitmain.

“O UASF apresenta o risco de eliminar a chain original. Sem um plano de contingência, toda atividade econômica que ocorrer na chain original após o bifurcamento UASF correrá o risco de ser eliminada. Isso representa consquências desastrosas para o ecossistema do Bitcoin”

A Bitmain diz que uma maioria significativa do poder de hashrate garantiu o suporte ao Segwit2x em maio de 2017, no Acordo de Nova York. De acordo com a empresa, os desenvolvedores do Bitcoin Core recusaram os convites para o encontro. A Bitmain reforçou o seu apoio ao acordo, e propõe que o mesmo seja executado o mais rápido possível. Além disso, detalhou que os desenvolvedores do Segwit2X tem sido ativos, e uma versão alfa do mesmo deve ser entregue dia 16 de junho. No entanto, a empresa acredita que há um movimento online ameaçando colocar o ecossistema do Bitcoin em risco.

“Mesmo com esse acordo, o movimento pró UASF (BIP148) continua a ser promovido em fórums censurados, muitos dos quais são controlados por indivíduos anônimos”, reforça a Bitmain.

Mitigando os riscos do UASF

Em razão da ameaça à rede em 01/08, a empresa acredita que a comunidade deve estar preparada para o risco de disrupção. “Nós desenvolveremos opções para que os minerados juntem-se a nós voluntariamente”.

A Bitmain continuará a minerar a chain por um mínimo de 72 horas após o bifurcamento, com uma certa porcentagem de hash rate proporcionada por suas próprias operações de mineração. A empresa provavelmente não irá liberar os blocos minerados na rede pública imediatamente, a não ser que as circunstâncias exijam, o que significa que a Bitmain irá minerar a chain de forma privada.

O plano de contingência é uma leitura bastante longa, técnica e detalhada. A empresa encerra recomendando que as empresas envolvidas com o Bitcoin pesquisem os efeitos que o UASF terá na rede. “Todos devem estar preparados para mitigar ou eliminar os riscos do UASF,” conclui.

Confira o anúncio na íntegra: https://blog.bitmain.com/en/uahf-contingency-plan-uasf-bip148/

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